Acompanhe aqui a Resolução e/ Resumo de Matriz de Exame de História da 9ª classe 2025: Explicação Passo a Passo – Preparação para Exames Finais do ano 9ª classe 2025
Acompanhe aqui a Resolução e/ Resumo de Matriz de Exame de História da 9ª classe 2025: Explicação Passo a Passo – Preparação para Exames Finais do ano 9ª classe 2025
Acompanhe aqui a Resolução da Matriz de História da 9ª classe 2025. Resumo completo e Explicado da Matriz de História da 9ª classe do Ano Letivo de 2025 [Preparação para Exames Finais do ano 9ª classe 2025]
RESUMO DE MATRIZ DE HISTÓRIA 9ª CLASSE 2025
As Contradições Imperialistas nos Finais do Século XIX até ao Final da Primeira Guerra Mundial
Do final do século XIX até ao término da Primeira Guerra Mundial (1914–1918), o imperialismo europeu revelou profundas contradições políticas, económicas e sociais. Este período foi marcado pela expansão agressiva das potências europeias sobre territórios da Ásia, África e América Latina, num processo que, embora sustentado por discursos de civilização, progresso e cristianização, escondia interesses económicos e geopolíticos profundos.
As potências coloniais impuseram dominação sobre populações que buscavam autonomia e liberdade. A imposição de sistemas políticos e económicos europeus destruiu formas tradicionais de organização social e política, alimentando resistências locais, como as de Samori Touré na África Ocidental e as lutas dos Zulus na África Austral.
A aparente estabilidade do sistema imperialista ruiu com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, causada em grande parte pela rivalidade entre impérios. O conflito mostrou como as contradições internas concorrência económica, ambições territoriais e alianças militarizadas tornavam o sistema insustentável.
O imperialismo foi impulsionado pela necessidade de matérias-primas e mercados para os produtos industrializados. No entanto, os lucros concentravam-se nos países colonizadores, aprofundando as desigualdades globais. Enquanto as metrópoles enriqueciam, as colónias eram espoliadas, e suas populações submetidas ao trabalho forçado, à violência e à marginalização.
A formação das alianças e blocos militares e os primeiros conflitos entre as potências imperialistas
Com o acirramento da rivalidade entre as potências imperialistas europeias no final do século XIX, surgiram alianças e blocos militares como forma de garantir equilíbrio de forças, proteger interesses coloniais e preparar-se para possíveis confrontos. Essa política de alianças contribuiu diretamente para a instabilidade internacional e foi uma das principais causas da eclosão da Primeira Guerra Mundial.
Estas situações provocaram a corrida ao armamento, e para se fortalecerem, os países formaram alianças de acordo com seus interesses: Tríplice Aliança e Tríplice Entente.
Figura que ilustra os principais blocos militares.
| Constituicao dos alianças militares | |
| A Tríplice Aliança | Foi um acordo militar criado em 1882 e renovado em 1912 entre o império alemão, império Áustro-Húngaro e o Reino da Itália formando assim um grande bloco de países aliados nocentro da Europa. |
| Tríplice Entente | Foi um acordo militar criado em 1884 por acordos entre a França e a Rússia. Mas, para resistir e contestar a tríplice Aliança, junta-se no inicio do século XX, em 1907 a Inglaterra,completando o trio – Rússia, França e Inglaterra. |
O sistema de alianças (blocos militares) trazia consigo ameaças a paz que se vivia na Europa porque a formação dos dois blocos provoca a corrida aos armamentos. As grandes potências imperialistas procuravam reforçar o seu potencial bélico através do aumento do fabrico de armas de guerra, dinamização da construção naval e prolongamento do serviço militar.
Esses blocos funcionavam como acordos de defesa mútua, mas na prática, criaram um ambiente de tensão permanente e corrida armamentista, onde qualquer conflito regional poderia escalar para guerra generalizada.
Primeiros Conflitos entre as Potências Imperialistas
| Primeiros Conflitos entre as Potências Imperialistas | |
| Crises Marroquinas (1905 e 1911) | A Alemanha desafiou a influência da França em Marrocos, tentando expandir sua presença no Norte de África. O Reino Unido apoiou a França, e o impasse quase levou à guerra. Apesar de evitar o conflito armado, aconfiança entre as potências foi ainda mais abalada. |
| Guerras Balcânicas (1912–1913) | Os Bálcãs tornaram-se palco de lutas nacionalistas e rivalidades entre impérios (Áustria-Hungria, Império Otomano e Rússia). O avanço da Sérvia, apoiada pela Rússia, preocupou o Império Austro-Húngaro, aumentando as tensões que culminariam no assassinato doarquiduque Francisco Fernando em 1914. |
| Corrida armamentista e militarismo | O aumento dos gastos militares, o desenvolvimento de novas tecnologias bélicas e a glorificação do poder militar criaram um cenário pronto para o conflito. Alemanha e Reino Unido, por exemplo, competiam intensamente pelo domínio naval. |
A I Guerra Mundial (1914-1918) Principais causs
Luta pela posse de novos mercados
A luta pela posse dos mercados resulta da concorrência económica entra as potências industriais, especialmente entre a Alemanha e a Inglaterra. Estas nações disputavam as colónias de África e Ásia que serviam de mercados consumidores de produtos e fornecedores da matéria-prima barata. As potências ameaçavam-se mutuamente, reivindicando cada vez mais maiores territórios.
Exaltação do nacionalismo
Cada potência achava-se no direito de exigir territórios onde houvesse pessoas da mesma origem. Assim, a França ansiava pela conquista da Alsácia e Lorena que estava na posse da Alemanha desde a guerra franco-prussiana (1870).
Alemanha proclamava a superioridade da raça germânica (pan-germanismo). Nos Balcãs, as pequenas nações dominadas pela Áustria- – Hungia, pela Rússia e pela Turquia fomentavam o pan-eslavismo.
A questão da Alsácia e Lorena
As relações entre a França e Alemanha agravaram-se por causa da Alsácia e Lorena. Estas províncias ricas em minérios tinham sido anexas pela Alemanha na guerra franco-prussiana de 1870. Os franceses esperavam melhor oportunidade para a sua recuperação.
A corrida ao armamento
As nações começaram a desviar as verbas para a organização de poderosos exércitos equipados com armas modernas, construções navais e aumentava-se a duração do serviço militar, isto é, estavam prontos a intervir tanto na Europa, como nas colónias.
Causa imediata que levou a eclosão da 1ª Guerra Mundial O atentado de Sarajevo
No dia 28 de Junho de 1914, foi assassinado o arquiduque Francisco Fernando, príncipe herdeiro da coroa da Áustria-Hungria e sua esposa, na cidade de Sarajevo (Bósnia), cometido por um estudante de nacionalidade Sérvia.
A Áustria deu um prazo de um mês à Sérvia para esclarecer a morte do príncipe. Não satisfeita com a resposta da Sérvia ao ultimato que lhe tinha enviado, declarou-lhe guerra a 28 de Julho de 1914. O assassinato de Francisco Fernando foi a causa imediata da IGM, pois, o atentado foi aproveitado por outras potências para o ajuste de velhas contas, por isso, deram-se sucessivas declarações de guerra e foi accionado de imediato o sistema de alianças anteriormente constituídas.
Figura que iustra o atentado de Sarajevo
Razões da Entrada dos EUA na Guerra (1917)
Os Estados Unidos mantiveram-se neutros até 1917, mas foram forçados a intervir por várias razões:
Ataques de submarinos alemães: A Alemanha passou a atacar navios mercantes, incluindo os norte-americanos, violando o princípio da liberdade dos mares.
A Guerra Submarina Irrestrita: Em 1917, a Alemanha anunciou ataques a todos os navios em zonas de guerra, incluindo navios neutros.
Telegrama Zimmermann: A interceptação de uma mensagem secreta da Alemanha ao México, prometendo apoio para recuperar territórios perdidos se o México declarasse guerra aos EUA, gerou revolta.
Interesses económicos: Os EUA tinham grandes investimentos e créditos com os Aliados (principalmente Reino Unido e França), que estariam em risco se a Alemanha vencesse.
A saida da Russia na Guerra
Devido as sucessivas perdas humanas e materiais nas batalhas e, a nível interno, as contestações contra a guerra, fome e miséria e o impacto da Revolução Socialista de 1917, os Bolcheviques sentiram a necessidade de retirar a Rússia da guerra, assinando em Março de 1918, o Tratado de Brest-Litovsk firmando a paz com os alemães.
Com, a saída da Rússia na guerra, renunciava à posse da Finlândia, das regiões do Báltico, da Polónia e reconhecia a autonomia da Ucrânia.
A retirada da Rússia da 1ª Guerra Mundial modificou significativamente o anterior equilíbrio das forças na medida em enfraqueceu a Frente Oriental, por um lado, e, por outro, deu outra movimentação à própria guerra.
O mundo entre a Primeira e o fim da Segunda Guerra Mundial (1918–1945)
Entre 1918 e 1945, o mundo viveu um período de intensas transformações políticas, económicas e sociais. Após a Primeira Guerra Mundial, assistiu-se à Revolução Socialista na Rússia, que levou à criação da URSS e influenciou a política mundial. Durante os anos 1920, alguns países cresceram economicamente, mas a crise de 1929 provocou uma depressão global, aumentando o desemprego e a instabilidade social.
Esse cenário favoreceu a ascensão de regimes ditatoriais, como o fascismo na Itália e o nazismo na Alemanha. A Sociedade das Nações foi criada para manter a paz, mas mostrou-se fraca diante das agressões das potências expansionistas. A combinação de crises económicas, autoritarismo e fracasso diplomático levou ao início da Segunda Guerra Mundial em 1939.
Revolução Socialista de Outubro de 1917 – Explicação
A Revolução Socialista de Outubro, também conhecida como Revolução Russa de Outubro, foi um dos acontecimentos mais marcantes do século XX. Ocorreu na Rússia, em outubro de 1917 (pelo calendário juliano usado na época, equivalente a novembro no calendário atual), liderada pelo partido bolchevique, sob a liderança de Vladimir Lenin.
Esta revolução marcou a queda do Governo Provisório burguês, que havia substituído o regime czarista em fevereiro do mesmo ano, e deu lugar ao primeiro Estado socialista do mundo a República Socialista Federativa Soviética da Rússia, que mais tarde se tornaria a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Causas da Revolução Socialista de Outubro de 1917
A Revolução de Outubro foi resultado de um conjunto complexo de causas de ordem política, económica, social e militar que se agravaram ao longo do tempo. Eis as principais:
O Império Russo era governado de forma autocrática pelos czares, com Nicolau II à frente. O regime era caracterizado por repressão, censura e ausência de liberdades políticas. A elite aristocrática controlava a maior parte das terras, enquanto a maioria da população vivia na miséria.
A sociedade russa era extremamente desigual. Camponeses sem terra, operários em péssimas condições de trabalho e uma burguesia emergente insatisfeita com a ausência de participação política criaram um ambiente de tensão social crescente.
As reformas agrárias e políticas iniciadas após a Revolução de 1905 não foram suficientes para melhorar a vida da maioria da população. O Governo Provisório, que assumiu após a queda do czar em fevereiro de 1917, falhou em responder às necessidades populares, mantendo a Rússia na guerra e evitando reformas profundas.
A participação russa na Primeira Guerra Mundial agravou a crise interna. O país sofreu derrotas militares humilhantes, escassez de alimentos, inflação e o colapso dos transportes. Soldados e civis estavam exaustos e revoltados, o que enfraqueceu ainda mais o governo.
Os sovietes (conselhos de operários, camponeses e soldados) ganharam força e legitimidade. O partido bolchevique, liderado por Lenin, soube canalizar as aspirações populares através de slogans como Paz, Terra e Pão e Todo o poder aos sovietes, conquistando o apoio das massas.
Instalado após a Revolução de Fevereiro, o Governo Provisório foi incapaz de resolver os principais problemas: continuou na guerra, não fez a reforma agrária e não cedeu o poder aos sovietes. Isso fez com que perdesse o apoio popular, favorecendo os bolcheviques.
Desenvolvimento sociopolítico dos EUA, Alemanha e Itália entre as duas guerras mundiais:
Crescimento económico dos anos 1920: Os EUA emergiram da Primeira Guerra Mundial como potência económica e credora mundial. A década de 1920 foi marcada pelo chamado American Way of Life, com avanço da produção em massa (Fordismo), consumo, urbanização e crescimento industrial.
Problemas sociais: Apesar do progresso, havia desigualdade racial (segregação dos afro- americanos), preconceito contra imigrantes e tensões sociais.
Crise de 1929: O colapso da Bolsa de Valores levou à Grande Depressão, com falência de bancos, desemprego em massa e crise social.
New Deal (1933): Franklin D. Roosevelt implementou políticas intervencionistas para reanimar a economia e garantir direitos sociais — um marco no Estado de bem-estar social.
Política externa: Inicialmente isolacionista, os EUA só entrariam na Segunda Guerra Mundial em 1941, após o ataque japonês a Pearl Harbor.
Período entre guerras (1918-1939):
República de Weimar (1919-1933): Criada após a derrota na guerra e a abdicação do Kaiser. Foi uma república democrática, mas fraca, marcada por crises económicas (hiperinflação de 1923) e instabilidade política.
Tratado de Versalhes (1919): Impôs pesadas reparações à Alemanha, provocando humilhação nacional e sentimentos de revanchismo.
Ascensão do nazismo: A crise de 1929 agravou a pobreza e o desemprego, favorecendo o crescimento do Partido Nazi. Em 1933, Adolf Hitler torna-se chanceler e instaura uma ditadura totalitária.
Regime nazi (1933-1945): Caracterizado por nacionalismo extremo, militarismo, antissemitismo, repressão, culto ao líder (Führer) e expansionismo levando ao início da Segunda Guerra Mundial.
Período entre guerras (1918-1939):
Crise do pós-guerra: Apesar de estar entre os vencedores da Primeira Guerra, a Itália não recebeu os territórios prometidos, gerando frustração nacional (a “vitória mutilada”).
Instabilidade social e económica: Greves, inflação, desemprego e medo do comunismo criaram um clima propício ao surgimento de alternativas autoritárias.
Ascensão do fascismo: Em 1922, Benito Mussolini e os camisas-negras tomam o poder com a Marcha sobre Roma. Em 1925, Mussolini estabelece uma ditadura fascista.
Características do regime: Nacionalismo, corporativismo, repressão das liberdades civis, culto ao líder (Duce), militarismo e propaganda.
Política externa: Expansão imperialista (Etiópia, Albânia) e aliança com a Alemanha nazi, integrando o Eixo na Segunda Guerra Mundial.
Caracterização da Crise de 1929-1933
A Crise de 1929 foi uma profunda recessão económica que teve início nos Estados Unidos, com o colapso da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 24 de outubro de 1929 (quinta-feira negra), e rapidamente se espalhou para outros países, afetando a economia mundial. Esta crise marcou o fim do otimismo económico da década de 1920 e revelou os limites do capitalismo liberal sem regulação estatal.
Causas da Crise
Produção muito acima da capacidade de consumo, gerando estoques acumulados e queda nos preços.
Investidores compravam ações a crédito, esperando valorização rápida. Criou-se uma bolha especulativa insustentável.
Falta de intervenção do Estado no mercado financeiro permitiu práticas de alto risco nos bancos e bolsas.
A riqueza concentrava-se numa minoria, reduzindo o poder de compra da maioria da população.
O crescimento económico era mantido por crédito, não por aumento real da renda.
Consequências da Crise Nos Estados Unidos:
D. Roosevelt.
A nível mundial:
Os regimes ditatoriais que surgiram na Europa entre as duas guerras mundiais podem ser classificados como regimes totalitários ou autoritários
| Pais | Líder | Ano de ascensão | Características | ||
| Fascismo (Itália) | Benito Mussolini | 1922 | Nacionalismo extremoCulto à personalidade do líder Partido único (Partido Nacional Fascista)Censura e repressão Militarização da sociedade Aliança com a monarquia inicialmente | ||
| Nazismo(Alemanha) | Adolf Hitler | 1933 | Nacionalismo e racismoextremo (ideologia da superioridade ariana) Antissemitismo e perseguição de minoriasSupressão de partidos e liberdades democráticas Propaganda massiva e controle da juventudeExpansão militar e territorial | ||
| Franquismo (Espanha) | Francisco Franco | 1939 (após aGuerra Civil Espanhola) | Ditadura militar nacionalista Repressão violenta da oposição republicanaAliança com a Igreja Católica Abolição de partidos políticos Conservadorismo social e censura | ||
| Salazarismo (Portugal) | António de Oliveira Salazar | 1932 | Estado Novo: regime autoritário e corporativistaForte repressão política (PIDE)Censura à imprensa Nacionalismo conservador e clericalismoNeutralidade na SegundaGuerra Mundial | ||
Esses regimes surgiram como resposta à crise económica, social e política do pós-Primeira Guerra Mundial, com apelo ao medo do comunismo, promessas de ordem, estabilidade e grandeza nacional.
As primeiras manifestações nacionalistas em moçambique
O nacionalismo moçambicano nasceu da contestação ao colonialismo português e era reflectido pelas associações, imprensa e poesia.
A dominação colonial criou bases para uma consciência nacionalista, fundamentada na descriminação, exploração, trabalho forçado e outros aspectos do sistema colonial.
O nacionalismo moçambicano assumiu diversas formas tais como greves e sabotagens por parte dos trabalhadores e camponeses, críticas por parte dos intelectuais, artistas, e religiosos.
Na imprensa destacaram-se alguns jornais como o Africano, o Brado Africano, o Germinal, os Simples, Proletário, o Ferroviário, o Emancipador Amordaçado, o Emancipador dos Humildes e o Emancipador dos Artistas.
Movimento de libertacao de Moçambique
Os primeiros movimentos nacionalistas moçambicanos formaram-se no exterior dada a natureza e o carácter do regime colonial português.
O Grémio Africano e o Instituto Negrófilo de Manica e Sofala fundados entre 1934 e 1956, antecederam os três primeiros movimentos (a União Democrática de Moçambique – UDENAMO, MANU e UNAMI) que deram origem Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), em 25 de Junho de 1962.
A UDENAMO foi fundada em 1960, em Bulawayo, por Adelino Guambe, Fanuel Malhuza e Urias Simango e estava sediada na Rodésia do sul. Mais tarde, juntou-se a este movimento o Marcelino dos Santos e Eduardo Mondlane.
O MANU(União Africana Nacional de Moçambique) foi fundado em 1961 pelos emigrantes moçambicanos que viviam no Quénia e Tanganhica (actual Tanzania) e foi apoiado pelo Július Nyerere. Uma outra organização que surgiu como resultado dos acontecimentos de 1960foi a UNAMI (União Nacional Africana de Moçambique Independente) e o seu líder foi Baltazar
Chagonga. Verificando-se que a luta anti-colonial exigia a união de todos os moçambicanos, decidiu-se a criação de uma frente que poderia conduzir com sucesso à libertação nacional.
Consequentemente, os três movimentos que haviam se formado (UDENAMO, MANU e UNAMI) uniram-se dando origem à FRELIMO(Frente de Libertação de Moçambique) em Junho de 1962, na Tanzania e foi eleito Eduardo Mondlane como presidente da FRELIMO e Urias simango como vice-presidente.
Principais acontecimentos da Luta – A Luta de Libertacao Nacional e a independencia de de Libertacao Nacional
Fundada a 25 de junho de 1962, em Dar-es-Salaam (Tanzânia), unificando vários movimentos nacionalistas (MANU, UDENAMO e UNAMI).
Eduardo Mondlane foi eleito o primeiro presidente.
A 25 de setembro de 1964, a FRELIMO iniciou a luta armada contra o colonialismo português, com o primeiro ataque militar na província de Cabo Delgado.
Realizado em território moçambicano libertado. Reafirmou a luta armada como via para a independência.
Reforçou a mobilização popular e a organização político-militar.
Mondlane foi assassinado a 3 de fevereiro de 1969, num atentado com bomba em Dar-es- Salaam.
Samora Machel assumiu a liderança da FRELIMO.Crescimento das Zonas Libertadas
A FRELIMO passou a controlar vastas zonas no norte e centro do país. Implementação de sistemas de saúde, educação e justiça próprios nas zonas libertadas.
Acordo assinado entre a FRELIMO e o Governo Português para cessar-fogo e transição do poder.
Moçambique tornou-se independente com Samora Machel como primeiro Presidente.
Figura que ilustra a proclamacao de independencia nacional
Referencias bibliograficas
Bica, F. & Machilene, I. (2009). Manual de história, Saber História, 10ª classe. Longman. Maputo.
Fenhane, J. B. (1996). Manual de História, 10ª classe. Diname. Maputo.
Ki-zerbo, J. (1972). História da África Negra, vol. II. 3ª edição. Lisboa: Publicações EuropaAmérica.
Newit, M. (1997). História de Moçambique. Lisboa: Publicações Europa – América.
SERRA, C. (1983). A Agressão Imperialista 1886/1930, História de Moçambique. vol II, Maputo: UEM.
BAIXAR EXAMES EM PDF AQUI AQUI
em: Exames.Mozestuda.com MozEstuda.com
BAIXAR LIVROS EM PDF AQUI AQUI
👇👇 Baixar o Documento Completo em PDF Aqui👇👇